Síntese de nanoprata via química verde e caracterização por potencial zeta

Bruna da Silveira Guimarães, João Paulo Saraiva Moraes, Deydeby Illan Santos Pereira, Julyanna Damasceno Pessoa, José Theódulo Fernandes Neto, Robson Rogaciano Fernandes da Silva

Resumo


A grande maioria dos materiais macroscópicos ou particulados quando entram em contato com um líquido adquirem carga elétrica em sua superfície, que aparece através da dissociação de grupos ionogênicos na superfície da partícula e a adsorção diferencial de íons da solução na superfície da partícula. O potencial zeta pode ser utilizado para quantificar essa carga, o qual prevê e controla a estabilidade de suspensões ou emulsões coloidais. Sendo assim, quanto maior for o potencial zeta mais estável é a suspensão, pois há repulsão das partículas entre si, superando a tendência natural de agregação. A pesquisa foi realizada na EMBRAPA Algodão na cidade de Campina Grande, Paraíba, Brasil no período entre fevereiro e julho de 2011. A metodologia aplicada foi baseada na preconizada por Tripathy et al., (2010) para a preparação das nanopartículas de prata, utilizando a folha do gergelim como agente complexante. Na conclusão verificou-se que ao longo do tempo de vida da planta a estabilidade das partículas de prata produzidas diminui, o que favorece a produção de partículas de prata em escala nanométrica. Como agente inovador neste trabalho destaca-se a ação complexante da folha do gergelim devido à presença de componentes carboxílicos e hidroxílicos na sua composição, bem como o potencial da utilização das nanopartículas de prata como agente anti microbiano, sendo aplicada na área da saúde no tratamento de doenças, na incorporação das mesmas a tecidos utilizados em pacientes queimados, por exemplo, evitando infecções.


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