¬DISTRIBUIÇÃO DA MEIOFAUNA EM DOIS HABITATS ESTUARINOS DA APA DO RIO MAMANGUAPE (NE BRASIL)

Rafaela Cristina de Souza Duarte, Ronnie Enderson Mariano Carvalho Cunha Oliveira, Ellori Laise Silva Motta, Adna Ferreira da Silva, André Luiz Machado Pessanha, Thelma Lúcia Pereira Dias

Resumo


As assembleias infaunais são conhecidas por terem um papel importante em termos do uso da energia em ecossistemas estuarinos através de processos de decomposição. Estes organismos têm diferentes funções ecológicas, tais como ciclagem de nutrientes, degradação de poluentes, a dispersão, o processo de produção secundária, aeração e bioturbação, desempenhando um papel chave na cadeia alimentar dos ecossistemas de mangue. O objetivo deste estudo foi comparar as assembleias infaunais de dois ambientes estuarinos com diferentes tipos de sedimentos. As amostras foram coletadas em quatro estações ao longo do estuário, considerando dois tipos de substrato (areia e lama). Um total de 102 indivíduos pertencentes a nove táxons foram registrados. Foram observadas diferenças significativas na densidade dentro e entre os substratos amostrados, observando-se o maior número médio de indivíduos por cm³ e diversidade no fundo lamacento. Maior riqueza e equitabilidade foram encontradas na areia. Assim, as informações sobre as assembleias infaunais nos dois tipos de substratos estudados , contribui para a descrição biológica da área de estudo , tornando-se estudos adicionais necessários que se concentram em fatores físico- químicos, tamanho de partículas e matéria orgânica , uma vez que esses fatores têm sido fortemente correlacionada com a distribuição de organismos bentônicos.

 

Unitermos: Infauna, manguezais, substrato inconsolidado.

 


Texto completo:

PDF

Referências


Acheampong, E. Distribution of macrozoobenthos abundance and biomass in intertidal soft sediments of North–east Brasil. MSc thesis, University of Bremen, Bremen, 2001.

Alongi, D.M. Ecology of tropical soft–bottom benthos: a review with emphasis on emerging concepts. Rev Biol Trop, v. 37, p. 85–100, 1989.

Alongi, D.M.; Sasekumar, A. (1992) Benthic Communities. In ROBERTSON, A.I.; ALONGI, D.M. (eds.). Tropical Mangrove Ecosystems (Coastal and Estuarine Studies) 41. Washington: American Geophysical Union, 330 p.

Alongi, D.M. Paradigm shifts in Mangrove Biology .In: PERILLO, G. (ed). Coastal Wetlands an integrated Ecosystem Approach. 1ª ed. Amsterdam: Elsevier, 974 p, 2009.

Amaral, A.C.Z; Morgado, E. H; Salvador, L. B. (1998) Poliquetas bioindicadores de poluição orgânica em praias paulistas. Rev Bras Biologia. 58:307–316.

Barroso R. P.C; Alves, O.F.S. (2002) Polychaetes trophic structure in Todos os Santos Bay (BA-Brazil). Bolet Mus Nac, Nova Série, Zoologia, Rio de Janeiro. 494 (1):1-11. (Url:http://www.biologia.ufrj.br/labs/labpoly/Barroso2002.pdf).

Beasley, C.R.; Fernandes, M. E. B.; Figueira, E. A. G; Sampaio. D. S.; Melo, K R. Barros, R. S.( 2010) Mangrove infauna and Sessile Epifauna In: Mangrove Dynamics and Management in North Brazil. Ecol Stud. 211:109–123.

Briggs, K.B.; Tenore, R. K.; Hanson, R. B. (1979) The role of Macrofauna in detrital utiliztion by Polychaeta Nereis succinea (Frey end Leuckart). J Exp Mar Biol Ecol. 36:225–234.

Carlén, A.; Olafsson, E. (2002) The effects of the gastropod Terebralia palustris on infaunal communities in a tropical tidal mud-flat in East Africa, Wetlands Ecology and Management.10:303–311.

Cheng, I.J.; Chang, P.C. (1999) The relationship between surface macrofauna and sediment nutrients in a mudflat of the Chewei mangrove forest, Taiwan. B Mar Sci. 65:603–616.

Clarke, K.R. (1993) Non–parametric multivariate analyses of changes in community structure. Aust J Ecol. 8:117–143. (Url:http://www.pelagicos.net/MARS6300_spring2013/readings/Clarke_1993.pdf).

Clarke, K.R.; Warwick, R.M. (1994) Change in Marine Communities: An Approach to Statistical Analysis and Interpretation. 1ª ed. Plymouth: Plymouth Marine Laboratory, 144 p.

Currie, D. R. Small K.J. (2006) The influence of dry-season conditions on the bottom dwelling fauna of an east Australian sub-tropical estuary. Hydrobiologia.560 (1): 345–361.

Crandall, E.D. (1999) Early life history aspects of amphidromous neritid snails in Moorea, French Polynesia. Berkeley Scientific. 3: 98–103.

Dittmann, S. (2000) Abundance and distribution of small infauna in mangroves of Missionary Bay, North Queensland, Australia. Revista de Biología Tropical. 49(2):1–9.

Dittmann, S. (2001) Zonation of benthic communities in a tropical tidal flat of northeast Australia. J Sea Res, v. 43, p. 33–51.

Fauchald, K; JumarS, P. A. (1979) The diet of worms: a study of polychaete feeding guilds. Oceanogr Mar Biol: an Annual Review.17 (1):193–284.

Fernandes, M.E.B. (2000.) Association of mammals with mangrove forests: a worldwide review. Boletim do Laboratório de Hidrobiologia. 13:83–108.

Fernandes, M.E.B. (2003) Macroendofauna bêntica de substrato móvel. In: Fernandes M.E.B. (ed.). Os manguezais da costa norte brasileira. 1 ed. São Luís: Fundação Rio Bacanga, 257p.

Goerke, H.; Weber, K. (1998) The bioaccumulation pattern of organochlorine residues in Lanice conchilega (Polychaeta) and its geographical variation between the English Channel and the German Bight. Chemosphere. 37:1283–1298.

Hernández–Alcántara, P.; Solís–Weiss, V. (1995) Algumas comunidades macrobénticas asociadas al manglar (Rhizophora mangle) en Laguna de Términos, Golfo do México. Revista de Biologia Tropical. 43:117–129.

Hines, A. H.; Comtois, K. L. (1985) Vertical Distribution of Infauna in Sediments of a Subestuary of Central Chesapeake Bay. Estuaries.8 (3): 296– 304.

Koch, V. (1999) Epibenthic production and energy flow in the Caeté mangrove estuary, North Brazil. PhD thesis, University of Bremen, Bremen.

Lee, S. Y. (1998) Ecological role of grapsid crabs in mangrove ecosystems: a review. Mar Fresh Rese. 49:335–343.

Mann, H.B.; Whitney, D.R. (1947) On a test of whether one of two random variables is stochastically larger than the other. The Annals of Mathematical Statistics. 18 (1):50–60.

Mann, K. H. (2000) Estuarine benthic systems. In: Mann K. H. (ed) Ecology of coastal waters with implications for management. Oxford: Blackwell, 432p.

Muniz, P.; Venturini, N. (2001) Spatial distribution of the macrozoobenthos in the Solís Grande Stream Estuary (Canelones-Maldonado, Uruguay). Braz J Biol. 61(3):409-420.

Nonato, E. F; Amaral, A.C.Z. (1979) Annelida Polychaeta. Características, glossário e chaves para famílias e gêneros da costa brasileira. Editora da Unicamp, São Paulo, Brazil.

Oliveira, V. M; Mochel, F.R. (2011) Macrofauna bêntica de substratos móveis de um manguezal sob impacto das atividades humanas no sudoeste da Ilha de São Luís, Maranhão, Brasil. Boletim do Laboratório de Hidrobiologia. 12:75–93.

Ortiz, L. F.; Blanco, J. F. (2012) Distribución de los gasterópodos del manglar, Neritina virgínea (Neritidae) y Littoraria angulifera (Littorinidae) em la Ecorregión Darién, Caribe colombiano. Revista de Biologia Tropical.60 (1):219–232.

Rodrigues, A. A. F. (1993) Migracões, abundância sazonal e alguns aspectos sobre a ecologia de aves limícolas na Baía de São Marcos, Maranhão – Brasil. MSc thesis, University of Pará, Belém.

Schaeffer-Novelli, Y. (1980) Análise populacional de Anomalocardia brasiliana (Gmelin, 1980), na Praia do Saco do Ribeira, Ubatuba, Estado de São Paulo. Boletim do Instituto Oceanográfico.29:351-355, São Paulo.

Schrijvers, J. V.,Gansbeke, D. V., M. (1995) Macrobenthic infauna of mangroves and surrounding beaches at Gazi Bay, Kenya. Hydrobiologia, 306:53– 66.

Skilleter, G. A; Warren, S. (2000) Effects of habitat modification in mangrove on the structure of mollusc and crab assemblages. J Exp Mar Biol Ecol. 224:107–129.

Snelgrove, P. V. R. (1998) The biodiversity of macro–faunal organisms in marine sediments. Biodivers Conserv.7:1123–1132.

Swennen, C., Duiven, P., Spaans A. L. (1982) Numerical density and biomass of macrobentic animals living in the intertidal zone of Surinam, South America. Neth. Journal of Sea Research. 15:406–418p.

Whitlatch, R. B. (1977) Seasonal changes in the community structure of the macrobenthos inhabiting the intertidal sand and mud flats of Barnstable Harbor, Massachussetts. Biology Bulletin. 152:275– 294

Whitlatch, R. B. (1980) Animal–sediment relationships in intertidal marine benthic habitats: some determinants of deposit–feeding species diversity. J Exp Mar Biol Ecol.53 (1): 31–45.

Whitlatch, R. B. (1981) Patterns of resourch utilization and coexistence in marine intertidal deposite– feeding comunities. J Mar Res. 38:743–765.

Vargas, J. A. (1987) The benthic community of an intertidal mudflat in the Gulf of Nicoya, Costa Rica. Description of the community. Revista de Biologia Tropical. 35: 299-316.

Zavala–Camin, L. A. (1996) Introdução aos estudos sobre a alimentação natural em peixes. Maringá: Editora da Universidade Estadual do Maringá (EDUEM), 125 p.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.