PLANTAS MEDICINAIS COMERCIALIZADAS NO MUNICÍPIO DE MURITIBA – BAHIA

Geovane Silva de Araújo, Noelma Miranda de Brito, Vânia Jesus dos Santos de Oliveira, Elba Brito dos Santos

Resumo


A utilização dos princípios ativos de plantas medicinais para fabricação de fármacos tem crescido muito ultimamente. O presente estudo consistiu do levantamento etnobotânico das plantas medicinais de uso popular comercializadas no município de Muritiba, Bahia. Amostraram-se as plantas medicinais utilizadas no comércio local, através de entrevistas realizadas em farmácias, supermercados, casa de produtos naturais e feiras livres. Com base na literatura foram comparados os usos das plantas medicinais catalogadas no município de Muritiba, com o uso terapêutico em outras regiões brasileiras. Registrou-se no estudo etnobotânico 49 espécies, distribuídas em 28 famílias. As famílias com maior predominância em número de espécie foram: Lamiaceae e Asteraceae, Fabaceae (05), Apiaceae, Solanaceae (03) e Rutaceae e Theaceae (04), seguidas por Alismataceae, Dillenaceae e Monimiaceae, ambas representadas por duas espécies e as demais com uma única espécie cada. Os dados obtidos neste trabalho evidenciam um considerável número de espécies vegetais utilizadas na cura de afecções, principalmente das vias respiratórias, circulatórias e digestivas, com ação depurativa, expectorante, antisséptica, analgésica e vermífuga. Com base nos resultados, conclui-se que a população muritibana, faz uso de uma variedade de espécies de plantas medicinais como paliativo ou cura para os males que lhes acometem. Desta forma, torna-se evidente a necessidade de pesquisas desta natureza, pois deve haver uma preocupação com a qualidade, a forma de comercialização e manutenção do consumo dessas drogas pela população. Constatou-se que várias espécies medicinais utilizadas pela população muritibana, também são utilizadas para os mesmos fins terapêuticos por várias regiões brasileiras.

Palavras-chave


Etnobotânica. Drogas vegetais. Ervasmedicinais.

Texto completo:

PDF

Referências


AMOROZO M. C. M. Uso e diversidade de plantas medicinais em Santo Antônio do Leverger, MT, Brasil. Acta BotanicaBrasilica. v.16, p.189-203, 2002.

CALIXTO, J. B. Biodiversidade como fonte de medicamentos. Ciência e Cultura, v. 55. n. 3, 2003.

CAMARGO JÚNIOR. R.. K. R. O campo das plantas medicinais do Brasil: lições de uma história. História,Ciência e Saúde, v. 13 n.. 1, 2006.

CORDEIRO, J. M. P.; FÉLIX, L. P. Conhecimento botânico medicinal sobre espécies vegetais nativas da caatinga e plantas espontâneas no agreste da Paraíba, Brasil, Campinas, Revista Brasileira Plantas Medicinais, v.16, n.3, p.685-692, 2014.

CUNHA LIMA, S. T.; RODRIGUES, E. D.; ALVES, C.; MERRIGAN, T. L.; MELO, T.; GUEDES, M.L. S.; NASCIMENTO, A. F.; TORALLES, M. B. The use of medicinal plantsbyanindigenous Pataxó community in NE Brazil, Revista Brasileira Plantas Medicinais, Botucatu, v.14, n.1, p.84-91, 2012.

FEIJÓ, E. V. R. S.; PEREIRA, A. S.; SOUZA, L. R.; SILVA, L. A. M.; COSTA, L. C. B. Levantamento preliminar sobre plantas medicinais utilizadas no bairro Salobrinho no município de Ilhéus, Bahia,Campinas, Revista Brasileira Plantas Medicinais, v.15, n.4, p.595-604, 2013.

FONTES, D. J.; COELHO, V. A. T.; GOMES, F. T. Uso de Plantas Medicinais pelos Moradores da Comunidade de Conceição de Ibitipoca, MG. Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre. v. 5, n. 1, p. 237-239, 2007.

GOMES T. B.;BANDEIRA F. P. S. F. Uso e diversidade de plantas medicinais em uma comunidade quilombola no Raso da Catarina, Bahia, Acta BotanicaBrasilica, v.26, n.4, p.796-809, 2012.

IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. (2010). Censo Brasileiro. Disponível em:. Acesso em: 27 fev. de 2014.

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa, São Paulo: Instituto Plantarum, 2002.

MARTIN, G. J. Ethnobotany –Amethodsmanual.London: Ed. Chapman & Hall. 1995.

MOREIRA, D. L.; NETO, G. G. Usos múltiplos de plantas do cerrado: um estudo etnobotânico na comunidade Sítio Pindura, Rosário Oeste, Mato Grosso, Brasil, Ciabá, Polibotânica, v.1 n.27, p. 159-190, 2009.

MOTA, R. S.; DIAS, H. M. Quilombolas e recursos florestais medicinais no sul da Bahia, Brasil Quilombolas groupand medicinal forestresources in southern Bahia, Brazil, Campo Grande, INTERAÇÕES, v.13, n.2, p.151-159, 2012.

NETO, F.R.G.; ALMEIDA, G.S.S. A.; JESUS, N. G.; FONSECA, M.R.EstudoEtnobotânico de plantas medicinais utilizadas pela Comunidade do Sisal no município de Catu, Bahia, Brasil, Campinas, Revista Brasileira Plantas Medicinais, v.16, n.4, p.856-865, 2014.

OLIVEIRA, E. R.; MENINI NETO, L.Levantamentoetnobotânico de plantas medicinais utilizadas pelos moradores do povoado de Manejo, Lima Duarte – MG, Campinas, Revista Brasileira Plantas Medicinais, v.14, n.2, p.311-320, 2012.

OMS, Organização Mundial de Saúde. (2008). Medicina Tradicional. Ficha Nº 134. Dezembro. Disponível em:< http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs134/es/>. Acesso em 30 mar. 2013.

PASA, M. C. & BASTOS, E. A. S. A etnobiologia no fragmento florestal Recanto do Sol, Campo Verde, MT. In: (Org) JEATER W. M. C. S. Produção do espaço e transformações socioambientais das paisagens do Mato Grosso. Mato Grosso: Edufmt. p. 71-94,2010.

PASA, M. C.; SOARES, J. J.; GUARIM NETO, G. Estudo etnobotânico da comunidade de Conceição-Açu (alto da bacia do rio Aricá Açu, MT, Brasil). Acta BotanicaBrasilica. v.19, p.195-207, 2005.

PINTO, E. P. P.; AMOROZO, M. C. M.; Furlan,A. Conhecimento popular sobre plantas medicinais em comunidades rurais demata atlântica – Itacaré, BA, Brasil, Acta BotanicaBrasilica, v.20, n.4, p.751-762, 2006.

SOUZA, C. D.; FELFILI, J. M. Uso de plantas medicinais na região de Alto Paraíso de Goiás, GO, Brasil. Acta Botânica Brasilica, v. 20, n.1, p.135-142, 2006.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.