USO DE PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICOS COMO FORMA COMPLEMENTAR NO CONTROLE DA HIPERTENSÃO ARTERIAL

Daíse Farias

Resumo


O objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento das plantas medicinais e fitoterápicos utilizados como anti-hipertensivos no tratamento da hipertensão arterial sistêmica. Este estudo foi feito a partir do levantamento de 62 publicações dos bancos de dados acessados, resultando em lista de 20 espécies vegetais que causam alteração na pressão arterial, distribuídas em 14 famílias, destacando-se Asteraceae com 4 espécies e Lamiaceae com 3 espécies. As espécies medicinais mais citadas nas literaturas foram Cymbopogon citratus (DC.) Stapf (Poaceae), Cynara scolymus L. (Asteraceae), Rosmarinus officinalis L. (Lamiaceae), Allium sativum L. (Liliaceae), Coleus barbatus Benth (Lamiaceae). A maioria das plantas que causam alteração na pressão arterial tem ação hipotensiva, porém, das espécies analisadas, apenas o fitoterápico Panax ginseng C.A. Mey. (Araliaceae) apresentou ação hipertensiva. Outro fator importante é a interação das plantas medicinais e fitoterápicos com os medicamentos anti-hipertensivos, no que na maioria das vezes potencializa o efeito do fármaco, como o fitoterápico Panax ginseng C.A. Mey. (Araliaceae), que altera a efetividade de medicamentos cardíacos, incluindo bloqueadores de canais de cálcio. Assim, a fitoterapia, como instrumento terapêutico, dispõe de medicamentos e drogas vegetais tão eficazes e seguras quanto os medicamentos sintéticos. No entanto, o uso de fitoterápicos e plantas medicinais como coadjuvante no tratamento da hipertensão requer estudos farmacológicos preliminares do quadro clínico de cada paciente, por profissional habilitado, bem como orientações de uso racional e possíveis interações, dessa forma a terapia irá reduzir os níveis pressóricos já existentes ou controlá-los, trazendo benefícios ao paciente hipertenso.

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