TESTE DE HIV PELO FLUIDO ORAL COMO FORMA DE DIAGNÓSTICO E PREVENÇÃO PARA OS PROFISSIONAIS DO SEXO

Nancy Vanessa de Oliveira Cavalcanti, Maria do Socorro Rocha Melo Peixoto, Valeska Silva Lucena

Resumo


O vírus da imunodeficiência humana (HIV), após sua descoberta, vem sendo destaque em todo o mundo nos seus diversos níveis de estudo e a epidemia necessita de ações que estejam sempre atualizadas para um melhor enfrentamento. O trabalho tem por objetivo avaliar o método e aplicabilidade do diagnóstico preconizado pelo Ministério da Saúde para os profissionais do sexo da cidade de Campina Grande, PB, através do Teste Rápido para HIV pelo Fluído Oral. Foi realizado um estudo transversal partindo do levantamento de formulários de registro de profissionais do sexo que realizaram o teste no período de janeiro a dezembro de 2014 nos seus locais de trabalho. O projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética (CAAE: 50510515.4.0000.5175). A amostra foi composta por 469 profissionais do sexo, caracterizando-se predominantemente o sexo feminino com 441 (94,1%), profissionais testados, deste total 6 (1,3%) tiveram teste positivo (3 de cada sexo). A faixa etária entre 20 a 30 anos com 221 (47,1%) e a raça/cor autodeclarada parda 243 (51,8%) foram maioria. No que diz respeito à prática sexual 414 (88,2%) afirmaram ter relação apenas com homens, dentre os quais deste total 28 (5,9%) são do sexo masculino. 73 (15,6%) afirmaram nunca ter realizado teste para HIV na vida, sendo o teste rápido seu primeiro contato com a prevenção para o vírus da AIDS. Diante dos resultados obtidos fica evidente a importância do programa juntamente com as ONGS, para leva prevenção, informação e diagnóstico aonde nem sempre é possível

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Referências


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