PREVALÊNCIA DE ENTEROPARASITOSES EM CRIANÇAS DE UMA CRECHE PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE

Caio Víctor Dantas Soares, Sonaly Lima Albino, Raquel Costa e Silva, Allana Brunna Sucupira Duarte, Clênio Duarte Queiroga, Josimar dos Santos Medeiros

Resumo


As parasitoses intestinais apresentam-se como um dos mais frequentes agravos em saúde pública. As enteroparasitoses afetam principalmente as crianças, devido às más condições de higiene pessoal e por estas não apresentarem o sistema imunológico totalmente desenvolvido, o que resulta em desnutrição e redução da capacidade cognitiva. Devido a isso, o presente trabalho realizou um rastreamento coproparasitológico em crianças de uma creche pública na cidade de Campina Grande-PB, a fim de identificar a presença de possíveis enteroparasitas nestes indivíduos. As amostras biológicas foram analisadas através dos métodos parasitológicos de Hoffman, Pons e Janer, Graham modificado, Kato-Katz e Rugai, Mattos e Brisola. A prevalência de parasitoses intestinais foi de 52,3%, sendo mais evidentes os casos de parasitoses causados pelos protozoários Giardia lamblia (25%), Endolimax nana (15,9%) e Entamoeba coli (13,6%). Também foram encontrados os helmintos Enterobius vermicularis (4,5%) e Ascaris lumbricoides (2,3%). A taxa de poliparasitados foi de 17,4%. As associações parasitárias mais frequentes foram Entamoeba coli e Endolimax nana (8,7%), Giardia lamblia e Enterobius vermicularis (4,3%), Endolimax nana e Enterobius vermicularis (4,3%). A faixa etária foi formada por crianças de 2 a 5 anos e o gênero mais acometido foi o masculino (60,9%). Desta maneira, sugere-se que sejam realizadas análises periódicas nas crianças e nos profissionais que lidam diretamente com elas, com o intuito de identificar e tratar precocemente os infectados, impedindo assim a disseminação da doença neste ambiente que, além de ser de uso coletivo, é um ambiente fechado.

Palavras-chave


Parasitose Intestinal; Crianças; Creche.

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