AVALIAÇÃO DOS ASPECTOS FISICO E QUIMICOS DE BROTOS DE PALMA (Opuntia sp.) PARA O CONSUMO HUMANO

Stefânia Morais Pinto

Resumo


Introdução:  A palma forrageira, Opuntia fícus-indica (L.) Mill, cactácea exótica originária do México, está presente em todos os continentes com diversas finalidades, destacando-se sua utilização na alimentação animal, na produção de medicamentos, cosméticos, recuperação de solos, culinária, entre outros.  O broto de palma surge no semiárido nordestino como uma hortaliça alternativa e potencial para o consumo humano, possibilitando a obtenção de produtos e alimentos ricos em nutrientes e antioxidantes. Objetivos: Assim, objetivou-se avaliar os aspectos físicos e químicos de brotos de Palma (Opuntia sp.) para o consumo humano. Material e Método: Os brotos foram colhidos nas primeiras horas do dia na área experimental do Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar da Universidade Federal de Campina Grande, em Pombal - PB e avaliados quanto às variáveis físicas e químicas, utilizando-se o delineamento experimental inteiramente casualizado, no fatorial 2 x 4, sendo 2 cultivares (‘Gigante’ e ‘Redonda’) e 4 estádios de desenvolvimento (estádio 1 - brotos de 4,0 a 8,0 cm; estádio 2 - brotos de 8,01 a 12,0 cm; estádio 3 - brotos de 12,01 a 16,0 cm; estádio 4 - brotos de 16,01 a 20,0 cm), com seis repetições e 250 g por unidade experimental. Resultados: Para as variáveis diâmetro longitudinal e transversal, massa fresca com espinhos, sem espinhos e dos espinhos e rendimento, houve um aumento significativo de seus valores com o estádio de desenvolvimento, com destaque para os brotos da cultivar ‘Redonda’. Os teores de proteínas, lipídeos e carboidratos reduziram significativamente com o avanço do desenvolvimento, para ambas as cultivares, assim como para a relação sólidos solúveis e acidez titulável e para o amido. Nos compostos bioativos clorofilas, carotenoides e flavonoides, os maiores teores foram encontrados no terceiro e quarto estádios da cultivar ‘Gigante’; já os polifenóis extraíveis foram maiores no primeiro e segundo estádios, dessa cultivar. Os teores de ácido ascórbico aumentaram com o estádio de desenvolvimento nas duas cultivares. A capacidade antioxidante foi superior na massa seca quando comparada à massa fresca, nos brotos de palma ‘Gigante’ e ‘Redonda’. Conclusão: Dessa forma, independente dos tratamentos avaliados, os brotos de palma exibiram características similares às de outras hortaliças, constituindo-se como fonte de compostos com propriedades antioxidantes, podendo ser usados como hortaliça em qualquer estádio de desenvolvimento, sendo que o terceiro e o quarto estádios foram os mais indicados, tanto para o consumo in natura como para o processamento agroindustrial.


Palavras-chave


Cladódios. Fisiologia. Ponto de colheita. Caracterização.

Texto completo:

PDF

Referências


ALBUQUERQUE, S. G.; SANTOS, D. C. Palma Forrageira. In: KILL, L. H. P.; MENEZES, E. A. (Ed.). Espécies vegetais exóticas com potencialidades para o semiárido brasileiro. Petrolina, PE: Embrapa Semiárido, 2005. p. 91-127.

BRASIL. Tabela brasileira de composição de alimentos – TACO. 4 ed. Campinas: NEPAUNICAMP, 2011. 161 p.

CANTWELL, M. Manejo pós-colheita de frutas e verdura de palma forrageira. In: BARBERA, G.; INGLESE, P.; BARRIOS, E. P. (Ed.). Agroecologia, cultivo e usos da palma forrageira. Paraíba: SEBRAE/PB, 2001. p.123-139.

CHITARRA, M. I. F.; CHITARRA, A. B. Pós-colheita de frutas e hortaliças: fisiologia e manuseio. 2. ed. Lavras: UFLA, 2005. 785 p.

FLORES VALDEZ, C. A. Produção, industrialização e comercialização de verdura de palma forrageira. In: BARBERA, G.; INGLESE, P.; BARRIOS, E. P. (Ed.). Agroecologia, cultivo e usos da palma forrageira. Paraíba: SEBRAE/PB, 2001. p. 94-102.

GUSMÃO, R. P. Avaliação dos aspectos tecnológicos envolvidos na obtenção da farinha de palma forrageira (Opuntia fícus indica Mill). 2011. 68 f. Dissertação (Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos) – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2011.

INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz: Métodos Químicos e Físicos para Análise de Alimentos. 4. ed. São Paulo: IAL, 2008. 1020 p.

LOPES, E. B.; SANTOS, D. C.; VASCONCELOS, M. F. Cultivo da palma forrageira. In: LOPES, E. B. (Org.). Palma forrageira: cultivo, uso atual e perspectivas de utilização no Semiárido nordestino. João Pessoa: EMEPA-PB, 2012. p. 21-60.

NOBEL, P. S. Biologia Ambiental. In: BARBERA, G.; INGLESE, P.; BARRIOS, E. P. (Ed.). Agroecologia, cultivo e usos da palma forrageira. Paraíba: SEBRAE/PB, 2001. p. 36-48.

PEREIRA, E. F. P.; LOPES, P. S. Q. Palma – Ouro Verde do Semiárido. João Pessoa: FAEPA/SENAR/PB, 2011. p. 13-16.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.