AÇÕES EDUCATIVAS DE PROMOÇÃO E PREVENÇÃO DAS EXPOSIÇÕES TÓXICAS: a capacitação profissional continuada para o aproveitamento de novos saberes em toxicologia

Nícia Stellita Soares

Resumo


O objetivo deste estudo foi identificar e propor um modelo de ações e material didático para qualificação, promoção e prevenção, dos casos de intoxicações e acidentes por animais peçonhentos, para os profissionais da saúde que atuam na Atenção Básica, no município de Campina Grande, Paraíba, Brasil. A pesquisa foi desenvolvida no CEATOX (Centro de Assistência Toxicológica), entre os anos de 2010 e 2015. Antes e após a realização das ações educativas foi aplicado um Teste para avaliação do conhecimento sobre Toxicologia. Foi aplicado também, um questionário de satisfação (Escala de Likert). Os cinco principais casos de intoxicações notificados foram por medicamentos, serpentes, escorpiões, domissanitários e agrotóxicos. Ocorreram nas pessoas com faixa etária entre 10 e 39 anos, principalmente no gênero feminino e de forma acidental. Quanto ao teste teórico aplicado, o desempenho melhorou no pós-teste. No que diz respeito ao Nível de Satisfação dos Cursos desenvolvidos, verificou-se que todos os pesquisados ficaram muito satisfeitos e/ou satisfeitos com o treinamento, evidenciando uma grande aceitação por parte desses profissionais pesquisados. Foram confeccionados materiais didáticos na forma de Cordéis e Cartazes. Com isso, facilitou-se a disseminação do conhecimento científico com uma maior e melhor adequação da linguagem da realidade local sobre as intoxicações e acidentes com animais peçonhentos.

Palavras-chave


Educação em Saúde. Formação Continuada. Saúde Pública.

Texto completo:

PDF

Referências


Abaurre, M. L., & Pontara, M. (2005). Literatura Brasileira: tempos leitores e leituras. São Paulo: Moderna.

Alves, P. C., & Rabelo, M. C. (1998). Repensando os estudos sobre representações e práticas em saúde/doença. In: Alves, P. C., & Rabelo, M. C. (Orgs.) Antropologia da saúde: traçando identidades e explorando fronteiras. Rio de Janeiro: Relume-Dumará.

Anvisa. OPAS/OMS (2006). Fortalecimento da área de Toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília.

Araújo, D., Miranda, M. G., & Brasil, S. L. (2007). Formação de profissionais de saúde na perspectiva da integralidade. Revista Baiana de Saúde Pública, 31(l.1), 20- 31. Araújo, É. M. T., Costa, D. A. L., Ireland, T. D., & Dias, D. D. S. F. (2015). Literatura de Cordel e Tecnologias da Educação: cruzamentos teóricos e práticos.

Bogdan, R. C., & Biklen, S. K. (1994). Investigação qualitativa em educação. Porto: Porto Editora.

Bras, T., & Reis, C. (2012). As aptidões sociais das crianças em idade pré-escolar. Journal for Educators, Teachers and Trainers, 3, 135-147.

De Vitta, A. (1999). Atuação preventiva em fisioterapia. Edusc, Bauru.

Dias, E. P. F.; Araújo, R. S. (1997). Toxinformes: a toxicologia ao alcance da comunidade. João Pessoa: UFPB, 215 p.

Feuerwerker, L. C. M. E. (2003). Educação d os profissionais de Saúde hoje – problemas, desafios, perspectivas e as propostas do Ministério da Saúde. Revista da ABENO, 3(1), 24-27.

Fundação Oswaldo Cruz. (2016). Centro de Informação Científica e Tecnológica. Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas. Estatística anual de casos de intoxicação e envenenamento. Brasil, 2016. Recuperado de https://sinitox.icict.fiocruz.br/dados-nacionais

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2013). Série estudos e pesquisas: Síntese de indicadores sociais 2013 – uma análise das condições de vida da população brasileira. Recuperado de http://www.ibge.gov.br/estadosat/perfil.php?sigla=pb.

Lima, C. R. A. (2010). Gestão da qualidade dos dados e informações dos sistemas de informação em saúde: subsídios para a construção de uma metodologia adequada ao Brasil (Tese de Doutorado) – Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Mendes, R., & Oliveira, D. E. (2013). Patogêneses do adoecimento relacionado ao trabalho. In: Mendes, R. Patologia do trabalho. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 1, 50-120.

Menendez, E. L. (1998). Antropologia médica e epidemiologia: processo de convergência ou processo de medicalização? In: Alves, P., & Rabelo, M. C., (Orgs.), Antropologia da saúde: traçando identidade e explorando fronteiras. Rio de Janeiro: Relume-Dumará.

Neves, Z.C.P. (2009). Relato de experiência: utilização de cartazes estilizados como medida de incentivo à higienização das mãos. Rev. Eletrônica Enferm, 11(3), 78-87.

Rodrigues, D. S. et al. (2009). Apostila de Toxicologia Básica. Centro de Informações Antiveneno da Bahia – CIAVE.

Smeke, E. L. M., & Oliveira, N. L. S. (2001). Educação em saúde e concepções de sujeito. In: Vasconcelos, E. M. (Org.) A saúde nas palavras e nos gestos: reflexões da rede popular e saúde. São Paulo: Editora Hucitec. Tenório, C. M., Barbosa, C. G., & Assis, R. A. (2011). Literatura de Cordel como fonte de Informação.

Zanella, A. (2008). Diagnóstico da qualidade do ensino-aprendizagem e satisfação dos alunos nas disciplinas de estatística da UFSM. (Dissertação de Mestrado), Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Centro de Tecnologia, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS, Brasil.

Zanella, A., Seidel, E. J., & Lopes, L. F. D. (2010). Validação de questionário de satisfação usando análise fatorial. Revista INGEPRO: Inovação, Gestão e Produção, 2(12), 102-112.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.