AVALIAÇÃO DA SÍNDROME METABÓLICA ATRAVÉS DOS CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DO NCEP – ATP III E DA IDF

Dayverson Luan de Araújo Guimarães, Hortência Regina de Medeiros Macedo, Alicia Santos de Moura, Maria Fátima Gonçalves de Araújo, Ingrid Costa Santos, Maria Luísa de Sá Vieira, Monalisa Ferreira de Lucena, Maria do Socorro Ramos de Queiroz, Yann Matheus Cândido de Queiroz

Resumo


A Síndrome Metabólica (SM) representa a anormalidade metabólica mais comum de maior responsabilidade por eventos cardiovasculares. Desenvolve-se da predisposição genética e fatores ligados ao estilo de vida, sendo uma doença multifatorial. Dentre os Fatores de Risco (FR), destacam-se: Resistência à Insulina (RI), Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), hipertrigliceridemia, HDL-colesterol (HDL-c) diminuído, Obesidade Central (OC) e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS). Para diagnosticar a SM foram empregados os critérios da National Cholesterol Education Program Adult Treatment Panel III (NCEP-ATP III) e os da Federação Internacional de Diabetes (IDF) diferindo, os componentes essenciais e pontos de corte para cada. O estudo foi transversal e documental, quantitativo e descritivo, realizado de fevereiro a maio de 2017, em Galante, distrito de Campina Grande-PB. Foi utilizado o teste χ² para comparar proporções, sendo considerada a significância p< 0,05. A mostra foi composta por 106 pacientes, sendo 97% classificados segundo o IDF e 88% pelo NCEP-ATP III. A prevalência da SM, avaliada pelos critérios da IDF foi significativamente maior do que o do NCEP-ATP III (97% vs 88%). As mulheres foram maioria com idade média de 64 anos. As variáveis pressóricas e bioquímicas apresentaram médias elevadas. Os componentes avaliados pelo IDF e NCEP-ATP III demonstraram maior frequência para ambos os gêneros. Assim, a associação de tratamentos deve ser intensificada minimizando agravos que resultem em invalidez ou óbito.

Palavras-chave


Distúrbios Metabólicos; IDF; NCEP-ATP III

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