AS ENTRANHAS DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: O DISCURSO MIDIÁTICO E A LEI MARIA DA PENHA

Valdeci Gonçalves da Silva

Resumo


Este artigo esmiúça as entranhas da violência contra a mulher, identifica o sujeito agressor e tenta fazer uma ponte dessa violência com as violências simbólicas advindas do domínio masculino ao longo dos séculos,ressalta a disposição da mulher à vitimização e a objetificação do seu corpo pela mídia e, nesse contexto, analisa a inserção da Lei Maria da Penha. Trata-se de um estudo bibliográfico, que teve como objetivo apontar não só as condutas explícitas de violência de gênero, mas também ideologias com esse potencial subjacente. Para isso, recorreu a autores estruturalista, construtivista e com base psicanalítica, cujas referências ajudaram a perceber que, embora se reconheça a função providencial da Lei Maria da Penha, são questionáveis o modo como foi implantada e a sua competência para estancar o fluxo da violência viril. Conclui-se que desconsiderar uma cultura cristalizada no poder masculino, na qual a fêmea é feita objeto sexual, sugere contribuir para outros meios, até mais agressivos, de violência contra a mulher. A aplicabilidade plena dessa Lei esbarra em uma realidade historicamente machista, permissiva à degradação da imagem feminina, disseminada pelos veículos de comunicação. Palavras-chave: Mulher. Homem. Gênero. Mídia. Lei Maria da Penha

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