Prevalência de Maloclusão em Escolares de 6 a 12 Anos de Idade em Campina Grande, PB, Brasil
Alessandro Leite CAVALCANTI, Priscilla Kelly Medeiros BEZERRA, Catarina Ribeiro Barros de ALENCAR, Cristiano MOURA
Resumo
Objetivo: Avaliar a prevalência das maloclusões em escolares de 6 a 12 anos de idade do município de Campina Grande, Paraíba, Brasil. Método: Realizou-se um estudo transversal em 516 crianças, selecionadas de forma probabilística, de ambos os sexos. Dentre as características da oclusão, foram observadas: presença de mordida aberta anterior, de mordida cruzada anterior e/ou posterior, a relação incisal (sobressaliência e sobremordida) e a relação molar (Classe I, Classe II e Classe III). Na ocasião do exame, manipulou-se a mandíbula em relação cêntrica. Os dados foram coletados por um examinador calibrado (Kappa = 0,90), registrados em ficha padronizada, organizados com o Epi-Info 3.4.1 e submetidos à análise estatística através de Teste do Qui-quadrado. Resultados: A maloclusão foi diagnosticada em 80,6% das crianças, não havendo diferenças significativas entre os gêneros (p>0,05). A sobressaliência acentuada (48,0%) foi o tipo de maloclusão mais freqüente e a Mordida Aberta Anterior (MAA) apresentou-se com grau severo em 59,1% dos portadores. Conclusão: A elevada prevalência de alterações oclusais demonstra ser fundamental o reconhecimento das maloclusões como uma demanda importante que deva ser avaliada, não somente em relação à necessidade de tratamento, mas também no que se refere às ações preventivas e educativas, as quais devem ser contempladas na elaboração de um programa de saúde para estas comunidades.
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