Aquisição de Estreptococos Mutans e Desenvolvimento de Cárie Dental em Primogênitos
Erica NOCE, Cassia Maria Fischer RUBIRA, Odila Pereira da Silva ROSA, Salete Moura Bonifácio da SILVA, Walter Antonio BRETZ
Resumo
Objetivo: Avaliar o momento de aquisição de estreptococos mutans (EM), desenvolvimento de cárie dental e as variáveis a eles associadas no decorrer de 23 meses, em primogênitos de famílias de baixo nível socioeconômico, desde os sete meses de idade.
Método: A amostra foi selecionada com base em mães densamente colonizadas por EM, incluindo todos os membros de 14 famílias que conviviam na mesma casa. Foram envolvidos no estudo 14 mães, pais e primogênitos e 8 parentes, na maioria avós. Exames clínicos e radiográficos iniciais determinaram os índices de cárie e condição periodontal dos adultos. Contagens de EM foram feitas em todos os adultos nas duas primeiras visitas. Nas crianças foram avaliados os níveis de EM, o número de dentes e de cáries, em quatro visitas.
Resultados: A prevalência de EM nos adultos foi alta, estando ausente em apenas um dos pais. EM foram detectados em 1, 2, 3 e 10 crianças, respectivamente nas visitas #1, 2, 3 e 4. A cárie dental foi detectada em apenas três crianças na última visita (aos 30 meses de idade), as quais apresentaram escores de EM significantemente maiores que as crianças sem cárie, na mesma visita.
Conclusão: Exclusivamente a condição social de baixa renda e mães densamente colonizadas por EM não são sinônimo de colonização precoce e alta atividade de cárie em crianças cuidadas em casa. O desenvolvimento de cárie está significantemente associado a escores elevados de EM nas crianças.
Método: A amostra foi selecionada com base em mães densamente colonizadas por EM, incluindo todos os membros de 14 famílias que conviviam na mesma casa. Foram envolvidos no estudo 14 mães, pais e primogênitos e 8 parentes, na maioria avós. Exames clínicos e radiográficos iniciais determinaram os índices de cárie e condição periodontal dos adultos. Contagens de EM foram feitas em todos os adultos nas duas primeiras visitas. Nas crianças foram avaliados os níveis de EM, o número de dentes e de cáries, em quatro visitas.
Resultados: A prevalência de EM nos adultos foi alta, estando ausente em apenas um dos pais. EM foram detectados em 1, 2, 3 e 10 crianças, respectivamente nas visitas #1, 2, 3 e 4. A cárie dental foi detectada em apenas três crianças na última visita (aos 30 meses de idade), as quais apresentaram escores de EM significantemente maiores que as crianças sem cárie, na mesma visita.
Conclusão: Exclusivamente a condição social de baixa renda e mães densamente colonizadas por EM não são sinônimo de colonização precoce e alta atividade de cárie em crianças cuidadas em casa. O desenvolvimento de cárie está significantemente associado a escores elevados de EM nas crianças.
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