Pesquisa Brasileira em Odontopediatria e Clínica Integrada, Vol. 9, No 3 (2009)

Avaliação de Propriedades Erosivas de Bebidas Industrializadas Acrescidas de Soja em sua Composição

Maria Mercês Aquino Gouveia FARIAS, Mayara BERNARDI, Rochele da Silva NETO, David Rivero TAMES, Eliane Garcia da SILVEIRA, Elisabete Rabaldo BOTTAN

Resumo


Objetivo: Avaliar propriedades erosivas de bebidas industrializadas acrescidas de soja em sua composição nas concentrações pura e diluída, através da mensuração do pH e capacidade tampão.
Método: Foram avaliados 07 sabores de bebidas industrializadas (AdeS®): limonada suíça, uva, maçã, laranja, morango, pêssego e original (sem acréscimo de fruta). As bebidas foram divididas em 2 grupos: bebidas puras (grupo I) e bebidas diluídas em 50% (grupo II). O pH inicial foi determinado utilizando-se de um potenciômetro e eletrodo combinado de vidro. Para a verificação da capacidade tampão, foram adicionadas alíquotas de 0,25ml de NaOH 1N, às bebidas puras e diluídas medindo-se subseqüentemente o pH, até acrescentar 14ml da solução base.
Resultados: O pH inicial das bebidas acrescidas de fruta, tanto em sua forma pura (grupo I) quanto diluída (grupo II), apresentou-se abaixo de 4,0, variando entre 3,17 (morango) e 3,73 (limonada suíça), para os puros, e de 3,18 (morango) a 3,82 (limonada suíça) para os diluídos, e apenas o sabor original apresentou um pH acima do crítico (5,5) para o esmalte, sendo este valor estatisticamente diferente dos demais. Não foi observada diferença estatística entre os pHs dos diversos sabores com fruta na composição tanto em sua forma pura quanto diluída. As curvas de titulação demonstraram baixa capacidade tampão intrínseca das bebidas.
Conclusão: Todas as bebidas com fruta na composição (grupo I e grupo II), apresentaram pH abaixo de 4,0, e a diluição não provocou alterações significantes de pH. Apenas o sabor original apresentou pH acima do crítico e estatisticamente diferente dos demais. Todos os sabores apresentaram baixa capacidade tampão intrínseca, sendo este comportamento mais evidente nas bebidas diluídas, demonstrando que a diluição pode reduzir o seu potencial erosivo.

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