CONSEQUÊNCIAS SOCIAIS DO MODELO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICO-PRIVADA NAS CIDADES GLOBAIS

Walcler de Lima Mendes Junior, Daniela do Carmo Kabengele, Pedro Simonard

Resumo


O artigo analisa experiências e tendências da administração de cidades que propuseram e aplicaram modelos hegemônicos de uso e ocupação do solo urbano. As principais escolas, vertentes e teorias que se ocuparam da questão urbana, fizeram-no em uma perspectiva interdisciplinar, tentando conciliar premissas do planejamento urbano e da regulamentação fundiária, da sociabilidade nas cidades e da preservação, valorização e restauração de elementos históricos, dos interesses do capital imobiliário e da circulação de pessoas, veículos e mercadorias. As razões da funcionalidade, da produção e valorização da terra urbana, nem sempre se harmonizaram com direitos sociais e aspectos relativos a distribuição de recursos no processo de construção e transformação das cidades. Ao longo dessa análise, esses conflitos serão contrastados com certas experiências de administração pública do espaço urbano. A partir de uma discussão sobre o processo de gentrificação presentes nas metrópoles pós-modernas, este artigo discute a urbanização, analisando o modelo de cidade proposto pelos arquitetos modernistas, sobretudo o modelo proposto que tem por base os estudos produzidos pela Escola de Chicago, terminando por discutir a fragmentação da experiência na cidade, que acirra diferenças e socializa, ou melhor, democratiza o sentimento do medo, da ameaça, em relação ao vizinho.

 


Palavras-chave


administração da cidade; uso e ocupação do solo urbano; conflitos e democratização da cidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.18391/req.v18i2.3705

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